1. Se você sabe onde tem um ninho, não o exponha, ou seja, deixe lá
escondido, longe de curiosos e sem despertar o interesse de predadores
urbanos como gatos ou ratos. Quanto menos você se aproximar, melhor para
as aves. Se a temporada reprodutiva for boa, a chance dos pais fazerem
novas posturas é grande.
2. Caso o filhote caia do ninho (pode acontecer por causa da chuva,
fugindo de predadores, ou tentativa de voo antes da hora), observe por
algumas horas à distância. Pode ser que os pais continuem cuidando dele
mesmo no chão. Apenas certifique-se que não existe risco (cachorros,
gatos, crianças, etc). Não toque no filhote.
3. Caso perceba que o filhote foi mesmo abandonado por já estar lá há
algum tempo sem receber comida ou sem observar os pais por perto,
procure pelo ninho e tente colocá-lo lá novamente, e acompanhe.
Provavelmente os pais voltarão a cuidar dele. Se não for possível
alcançar o ninho, deixe-o num galho mais alto da árvore, caixa ou mesmo
numa gaiola ABERTA perto do ninho.
4. Caso isso não aconteça, e só então, você decide se vai deixar a
natureza agir ou se vai interferir cuidando desse passarinho. Caso
decida cuidar, lembre-se te ter o menor contato possível com a ave para
evitar que fique mansa, o que pode significar riscos no futuro.
5. Caso o filhote esteja molhado, seque-o e encoste-o em seu corpo para
que fique quentinho (dá pra colocar no bolso em alguns casos...)
Coloque-a numa caixa de papelão e mantenha a mesma aquecida, para isso
deixe uma lâmpada quente acesa perto da caixa (mas não encostada para
não correr o risco de queimar) o suficiente para ficar quentinho. Tem
que ficar fora da caixa para a luz não incidir diretamente na ave. O
aquecimento pode ser feito também com bolsas térmicas ou garrafas pets
com água quente.
6. Forre a caixa com pano, ou jornal picado. No caso de filhotes de
pica-pau, a caixa pode estar sempre fechada e ter apenas um buraco por
onde passar o alimento. Mantenha a caixa fechada e longe de gatos,
cachorros, crianças e demais curiosos...
7. Filhotes mais prematuros devem ser alimentados logo que encontrados
com Solução Fisiológica e glicose 2,5% (1 ml de Solução Fisiológica com
1/2 ml de glicose), algumas gotas diretamente no bico para hidratar e
fornecer energia, independente da espécie, até providenciar alimentação
adequada: papa de sementes para os granívoros, papa de frutas para os
frugívoros, carne para os rapinantes (não esquecer do cálcio) e assim
por diante.
8. A melhor forma de fornecer o alimento é com o uso de uma seringa
pequena cortada na ponta, introduzindo o alimento aos poucos. Observe
que este deve estar na temperatura ambiente. Evite contato direto com o
filhote, se possível forneça o alimento sem tocar na ave. Para isto
basta tocar no bico com a seringa ou ainda com um palito grosso
(espetinho de madeira ou hashi).
9. Forneça o alimento de duas em duas horas, mas fique atento para não
dar comida demais e sufocar o filhote. É importante acrescentar alguns
insetos (grilos, por exemplo) na papinha, pois estes vão fornecer as
proteínas que as aves precisam. Também pode ser colocado um pouquinho de
carne. Quando o filhote estiver mais crescido, coloque alguns insetos
vivos dentro da caixa para que ele possa treinar a captura.
10. Observe se há espaço na caixa para que o filhote estique suas asas e
consiga treinar o voo, e quando já estiver totalmente emplumado,
permita que faça pequenos voos em algum lugar protegido para fortalecer
sua musculatura. Se tudo der certo, em alguns dias ele poderá voar
sozinho.
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