quarta-feira, 30 de abril de 2014

Como cuidar do filhote de passarinho que caiu do ninho

1. Se você sabe onde tem um ninho, não o exponha, ou seja, deixe lá escondido, longe de curiosos e sem despertar o interesse de predadores urbanos como gatos ou ratos. Quanto menos você se aproximar, melhor para as aves. Se a temporada reprodutiva for boa, a chance dos pais fazerem novas posturas é grande.

2. Caso o filhote caia do ninho (pode acontecer por causa da chuva, fugindo de predadores, ou tentativa de voo antes da hora), observe por algumas horas à distância. Pode ser que os pais continuem cuidando dele mesmo no chão. Apenas certifique-se que não existe risco (cachorros, gatos, crianças, etc). Não toque no filhote.

3. Caso perceba que o filhote foi mesmo abandonado por já estar lá há algum tempo sem receber comida ou sem observar os pais por perto, procure pelo ninho e tente colocá-lo lá novamente, e acompanhe. Provavelmente os pais voltarão a cuidar dele. Se não for possível alcançar o ninho, deixe-o num galho mais alto da árvore, caixa ou mesmo numa gaiola ABERTA perto do ninho.

4. Caso isso não aconteça, e só então, você decide se vai deixar a natureza agir ou se vai interferir cuidando desse passarinho. Caso decida cuidar, lembre-se te ter o menor contato possível com a ave para evitar que fique mansa, o que pode significar riscos no futuro.

5. Caso o filhote esteja molhado, seque-o e encoste-o em seu corpo para que fique quentinho (dá pra colocar no bolso em alguns casos...) Coloque-a numa caixa de papelão e mantenha a mesma aquecida, para isso deixe uma lâmpada quente acesa perto da caixa (mas não encostada para não correr o risco de queimar) o suficiente para ficar quentinho. Tem que ficar fora da caixa para a luz não incidir diretamente na ave. O aquecimento pode ser feito também com bolsas térmicas ou garrafas pets com água quente.

6. Forre a caixa com pano, ou jornal picado. No caso de filhotes de pica-pau, a caixa pode estar sempre fechada e ter apenas um buraco por onde passar o alimento. Mantenha a caixa fechada e longe de gatos, cachorros, crianças e demais curiosos...

7. Filhotes mais prematuros devem ser alimentados logo que encontrados com Solução Fisiológica e glicose 2,5% (1 ml de Solução Fisiológica com 1/2 ml de glicose), algumas gotas diretamente no bico para hidratar e fornecer energia, independente da espécie, até providenciar alimentação adequada: papa de sementes para os granívoros, papa de frutas para os frugívoros, carne para os rapinantes (não esquecer do cálcio) e assim por diante.

8. A melhor forma de fornecer o alimento é com o uso de uma seringa pequena cortada na ponta, introduzindo o alimento aos poucos. Observe que este deve estar na temperatura ambiente. Evite contato direto com o filhote, se possível forneça o alimento sem tocar na ave. Para isto basta tocar no bico com a seringa ou ainda com um palito grosso (espetinho de madeira ou hashi).

9. Forneça o alimento de duas em duas horas, mas fique atento para não dar comida demais e sufocar o filhote. É importante acrescentar alguns insetos (grilos, por exemplo) na papinha, pois estes vão fornecer as proteínas que as aves precisam. Também pode ser colocado um pouquinho de carne. Quando o filhote estiver mais crescido, coloque alguns insetos vivos dentro da caixa para que ele possa treinar a captura.

10. Observe se há espaço na caixa para que o filhote estique suas asas e consiga treinar o voo, e quando já estiver totalmente emplumado, permita que faça pequenos voos em algum lugar protegido para fortalecer sua musculatura. Se tudo der certo, em alguns dias ele poderá voar sozinho.

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